

Superiora Geral FMM
A actual Superiora Geral, Irmã Suzanne Phillips, australiana, governa e anima o Instituto, desde o último capítulo geral 2008, conjuntamente como seu conselho geral, constituído de 8 conselheiras, a tempo inteiro, de várias nacionalidades, expressando diversidade de culturas e continentes.
Está em agenda o próximo Conselho Geral Ampliado, que reúne ordinariamente de 6 em 6 anos, convocado pela superiora geral e realizado com todo o Conselho geral, Secretária geral e Ecónoma geral, com todas as Superioras provinciais, para balanço da vida do Instituto, desde o último capítulo geral e preparação do próximo em 2014.
A reunião do Conselho Geral Ampliado, que tem sido sempre em Roma, desta vez está a acontecer na Índia, na cidade de PUNE – MUMBAI, de 2 de Fevereiro a 2 de Março de 2012.
Testemunho de uma FMM da Argentina
Basta! É este o grito que nasceu diante do problema do tráfico de seres humanos e da violência devida ao machismo, um mal enraizado no nosso país, a Argentina, e especialmente em Formosa, uma das províncias fronteiriças. A CONFAR – Conferência da Argentina dos Religiosos/as – tomou este desafio como prioritário, perante a vulnerabilidade de milhares de crianças, de adolescentes e de mulheres, sujeitas à prostituição, perdendo assim a dignidade e a liberdade. Não interessa que pessoa possa ser vítima e forçada a um trabalho aberrante e ilegal. A prostituição é considerada o tráfico mais lucrativo a seguir ao comércio de armas e da droga, o que implica muitas pessoas cúmplices que vivem deste «comércio», incluindo funcionários, polícias, políticos.
A decisão de combater este crime não é clara, apesar de o congresso Nacional Argentino ter aprovado em 2008 a lei 26 364 sobre o “Tráfico de Pessoas e a Assistência às Vítimas”. Infelizmente esta lei ainda não está regulamentada e por isso não é aplicada.
Perante esta situação, a CONFAR da Formosa, em que participam duas comunidades de Franciscanas Missionárias de Maria, organizou, com outras associações empenhadas na problemática, dias de sensibilização, com a presença duma Irmã Carmelita Missionária Teresiana, congregação muito comprometida nesta dura realidade. Estas jornadas foram intensas com a participação de religiosas, sacerdotes, alguns funcionários e muitos habitantes de toda a província, mesmo mulheres aborígenes interessadas e preocupadas com o problema.
A estratégia é criar Fóruns, formados de membros do grupo e de funcionários do Estado que aceitem participar. Eles são provenientes das cidades onde as raparigas, as mulheres e os homens sofrem pressões, sujeição, abuso, violência e torturas, são as vítimas duma sociedade onde reinam a desigualdade, a injustiça e a indiferença.
As Franciscanas Missionárias de Maria aderiram com entusiasmo a esta missão, fazendo parte dos fóruns e trabalhando com as mulheres dos meios pobres, através dos Centros Comunitários onde estas mulheres podem receber ajuda e formação, tanto para elas como para os filhos. O funcionamento dos organismos do Estado é complicado, porque há interesses pessoais e muita corrupção, pessoas sem escrúpulos que fazem comércio que ninguém vê ou não quer ver. Se não houvesse clientes e apoiantes que exploram as mulheres, a tarefa seria certamente muito simples. Fala-se da prostituição, mas não se fala dos que apanham, abusam e ameaçam vítimas sem protecção legal.
Parece-nos que o nosso compromisso nesta tarefa é importante.
As soluções não são fáceis,
mas está em jogo o destino de mulheres e de crianças.
Maria Inés Delfino, fmm